Botânica

Rosa sp.

O termo Botânica vem do grego "botaniké" (parádosis) que significa estudo das plantas. 

    A botânica estuda a vida das plantas e algas, como é um campo da biologia pode ser chamado de Biologia Vegetal ou Ciência das Plantas. A botânica abrange varias disciplinas que tem como função estudar o crescimento, reprodução, me- tabolismo, desenvolvimento, doenças e evolução da vida das plantas.

      Como outras formas de vida na Biologia, a vida das plantas pode e deve ser estudada em uma variedade de níveis, do molecular, genético e bioquímico atra- vés de organelas, células, tecidos e a biodiversidade de plantas inteiras. No topo desta escala, plantas podem ser estudadas em populações, comunidades e ecossistemas (ecologia). Em cada um destes níveis um botânico pode se dedicar à classificação (taxonomia), estrutura (anatomia) ou função (fisiologia) da vida vegetal .

    Historicamente, botânicos estudavam todos os organismos geralmente não considerados como animais. Alguns destes organismos "semelhantes a plantas" incluem: fungos (estudados em Micologia); bactérias e vírus (estudados em Microbiologia); e algas (estudadas em Ficologia). A maior parte das algas, fungos e micróbios não são mais considerados como membros do Reino Vegetal. Entretanto, atenção ainda é dada a estes por botânicos; e bactérias, fungos e algas são usualmente mencionados, ainda que superficialmente, em cursos de botânica.

 

Então por que estudar plantas?

 

    Plantas são fundamentais para a vida na Terra. Elas geram oxigênio, alimento, fibras, combustíveis e remédios que permitem aos humanos e outras formas de vida existir. Enquanto realizam tudo isso, plantas ainda absorvem dióxido de carbono, um importante gás do efeito estufa, através da fotossíntese. Uma boa compreensão das plantas é crucial para o futuro de nossa sociedade, já que nos permite:

  • Alimentar o mundo;
  • Entender processos fundamentais;
  • Utilizar remédios e materiais;
  • Entender mudanças ambientais;

 

Botânica antiga

   

    Entre os primeiros estudos botânicos, escritos por volta de 300 AC, estão dois grandes tratados de Teofrasto, sendo:

  • "Sobre a História das Plantas" (Historia Plantarum)
  • "Sobre as Causas das Plantas"

    Juntos, estes livros constituem-se na contribuição mais importante à ciência botânica durante a antigüidade e a Idade Média. O médico e escritor romano Dioscórides, fornece importantes evidências sobre o conhecimento das plantas entre gregos e romanos.

Em 1665, usando um microscópio primitivo, Robert Hooke descobriu células em cortiça; pouco tempo depois em tecidos vegetais vivos. O alemão Leonhart Fuchs, o suíço Conrad Gessner, e os autores britânicos Nicholas Culpeper e John Gerard, publicaram herbais (livros sobre ervas) com informações de usos das plantas.

 

Botânica moderna

    

    Uma quantidade considerável de conhecimento é gerada, hoje em dia, pelo estudo de plantas "modelo", como Arabidopsis thaliana. Esta mostarda ruderal foi uma das primeiras plantas a ter seu genoma seqüenciado. Outras mais comercialmente importantes como arroz, trigo, milho e soja estão tendo seu genoma seqüenciado, embora algumas delas sejam mais desafiadoras por possuírem mais de uma cópia de seus cromossomos, uma condição conhecida como poliploidia. A alga verde unicelular Chlamydomonas reinhardtii é outro organismo modelo que tem sido extensivamente estudado e fornece importantes informações sobre a biologia celular.